A evolução dos golpes por e-mail

Hoje em dia é mais que comum sermos perturbados com e-mails fraudulentos em nosso correio eletrônico. O importante é saber que todos eles podem e devem ser identificados, evitando assim, um click indesejado, que dentre outras coisas, pode fazer com que o sistema operacional do computador afetado não funcione adequadamente.

Por isso, leia matéria que o Estadão divulgou há alguns dias sobre a evolução dos golpes por e-mail, e o que fazer para não cair neles.

Golpe por e-mail fica mais sofisticado

Por: Renato Cruz – Estadão.com.br

Há alguns anos, os criminosos virtuais tinham como objetivo infestar o maior número de internautas que conseguissem, danificando instalações de software. Hoje, eles querem dinheiro das vítimas, que clicam em links e abrem anexos em mensagens duvidosas de correio eletrônico.

Cada vez mais, os golpes estão relacionados com atualidades. “Eles aproveitam um grande desastre, como as enchentes no sul do Brasil ou um furacão na China, para atrair a atenção do internauta”, explicou Eduardo Godinho, engenheiro de Segurança da Trend Micro, empresa especializada em defesas contra ameaças na internet.

Outra isca comum são celebridades. A Trend Micro fez uma pesquisa mundial sobre as pessoas mais citadas nos golpes via e-mail e a primeira da lista foi a atriz Angelina Jolie. Nos últimos dias, tem circulado pela internet brasileira uma mensagem, que tenta imitar uma notícia do site G1, dizendo que o jogador Ronaldo tem uma doença grave. Quem clica no link para a notícia falsa tem o computador infectado.

“As pessoas têm de tomar cuidado sempre com e-mails estranhos”, afirmou Cristina Sleiman, especialista em Direito Digital e sócia do escritório Patrícia Peck Pinheiro Advogados. “Mesmo se o internauta conhecer o remetente, é importante prestar atenção se a mensagem tem um assunto sobre o qual costumam conversar.”

Existem requisitos de tecnologia – manter atualizadas as versões dos programas e utilizar software de segurança, como antivírus e firewall – que são essenciais, mas não suficientes. A segurança digital depende do comportamento do usuário. “Muitos ataques acontecem na empresa, porque o usuário se sente mais seguro para clicar nos links ou abrir anexos, porque na empresa existe um suporte técnico pronto para resolver problemas”, disse Godinho. Mas, na maioria das fraudes, a vítima só percebe que aconteceu alguma coisa depois do prejuízo financeiro.

Os ataques estão cada vez mais inteligentes. Existem sites mal-intencionados que verificam o sistema operacional e o navegador do internauta, ajustando o ataque de acordo com a plataforma tecnológica. Alguns tipos de software usados nos ataques identificam os sites de bancos e de comércio eletrônico mais visitados pela vítima, para disparar e-mails que se fazem passar por esses sites.

No ano passado, o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (Cert.br) recebeu 222.528 relatos de incidentes na internet, enviados espontaneamente por administradores de rede e usuários. Houve um crescimento de 39% em relação a 2007. Do total de ataques, 63% foram fraudes. Os casos de páginas falsas de bancos aumentaram 124%. “Para se proteger de fraudes online, é necessário que os usuários encarem a internet com o mesmo cuidado com que encaram qualquer atividade fora da internet”, afirmou Cristine Hoepers, analista de Segurança do CERT.br. “É muito importante ficar atento e, em caso de dúvida, checar com as instituições a veracidade das mensagens.”

O QUE FAZER

Tecnologia: Manter sempre atualizados o sistema operacional e outros softwares, como os navegadores; instalar e manter atualizado um bom programa antivírus; e instalar um firewall pessoal, que impede invasões via rede

Comportamento: Não acessar sites ou seguir links recebidos por e-mail ou presentes em páginas sobre as quais não se saiba a procedência; não executar ou abrir arquivos recebidos por e-mail, mesmo que venham de pessoas conhecidas; jamais executar programas de procedência duvidosa ou desconhecida; verificar a autenticidade das informações no site da instituição financeira, loja virtual ou governo

Depois do ataque: Registrar boletim de ocorrência e informar à instituição financeira sobre o golpe de que foi vítima

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